Borba Gato em chamas

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Gabriel hlickmann/IShoot / Estadão Conteúdo
Gabriel Hlickmann/IShoot / Estadão Conteúdo

“Borba Gato: a estátua de um genocida, estuprador e escravagista que merece arder em chamas”.

Este é o título de uma reportagem publicada pelo sítio eletrônico “Jornalistas Livres” em 29/07/2021. O texto todo da reportagem se esforça em tornar perversa a imagem dos ditos “invasores” europeus, e, de outro modo, ilustrando como imaculada e encantada a terra brasileira quando ainda habitada apenas por povos autóctones.

Escrita por  Casé Angatu Xukuru Tupinamba, a reportagem parece mais uma alusão ao homem em estado de natureza de Jean Jacques Rousseau, bom e manso por natureza. Não poderia ser diferente, a narrativa em outras palavras é esta: enquanto a civilização cristã estava distante das terras pacíficas da América do Sul (e Norte), os habitantes daqui viviam em plena harmonia, não havia guerras, doenças, sangue e morte.

O autor afirma “(…) temos Memória”, sim, é fato, mas a memória é sempre seletiva. A perspectiva de futuro da Memória do país também é seletiva para o autor, segundo este a construção desta Memória futura se faz necessária mesmo que derrubando os símbolos daqueles que construíram o país, ou seja, esta dita Memória, prescinde da História, é necessário o culto de personagens novos, os  antes subversivos devem ser hoje os modelos de ação e de caráter. Há eventos que devem ser esquecidos, e outros, criados. Nesse sentido, é melhor que destruamos tudo, voltemos a viver nas florestas em pequenos grupos de subsistência, onde tudo nasce e floresce sem a necessidade da brutal ação humana, deixemos a coragem e virtude de personagens como Borba Gato, reduzindo-as às cinzas, esquecendo o passado intrépido e joguemo-nos a um futuro sem bases sólidas de tradição. O devir da História não pode vir do apagar.

Essa faceta de esquecimento planejado é apenas mais uma da revolução que se opera a passos não mais vagarosos no solo brasileiro e em todo o mundo, o silencioso de antes hoje faz um barulho estridente e já são muitos os tímpanos insatisfeitos com a baderna.

Semelhanças entre a alcunha de “racista” pintada na estátua de Winston Churchil em Londres no ano passado e dos atos de vandalismo nos Estados Unidos com a estátua de Cristóvão Colombo não são meras coincidências ou podem ser considerados como fatos isolados.

Recuperar essa memória que se pretende apagar, é o modo de contrarrevolucionar, afinal, como o disse Fulton J. Sheen, a nação já está cheia daqueles que querem construir algo para baixo!

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