Biden aponta fim de aliança antiaborto com Brasil e defende que tema volte à agenda global

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(Foto: abin Botsford/The Washington Post via Getty Images).

Nos próximos dias o governo Biden também vai liberar o financiamento do aborto em países estrangeiros com dinheiro do contribuinte americano

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sinalizou na Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta quinta-feira (20), que dará fim a aliança antiaborto com o Brasil.

O conselheiro médico do governo, Anthony Fauci, anunciou que a Casa Branca passará a defender maior “acesso à saúde para mulheres” e defendeu que temas como saúde reprodutiva e direitos sexuais voltem para programas e resoluções internacionais.

“Será nossa política apoiar a saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas e os direitos reprodutivos nos Estados Unidos, assim como a nível global. Para isso, o presidente Biden revogará a Política da Cidade do México nos próximos dias, como parte de seu compromisso mais amplo de proteger a saúde das mulheres e promover a igualdade de gênero em casa e no mundo inteiro”, disse o representante americano.

Essa “proteção” a que se refere Anthony Fauci ao mencionar a revogação da Política da Cidade do México, é o financiamento do aborto em países estrangeiros com dinheiro do contribuinte americano.

Brasil aliado com Trump

No Brasil, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, eram aliados com os ideais conservadores liderados por Trump.

Eles representam o Brasil em um grupo formado por 30 países que compreendem que discutir os temas em agendas de saúde das mulheres significa abrir uma brecha para legitimar o aborto.

“Nós sempre nos posicionamos para que não haja, em textos de organismos internacionais, algum tipo de direito universal como método anticonceptivo, anti-concepção ou método de controle de natalidade”, disse o ministro Araújo em uma audiência no Senado em setembro de 2020.

Na época, ele afirmou que um dos objetivos do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seria de evitar que haja qualquer tipo de imposição por parte das entidades internacionais sobre qual rumo deve ser tomado no Brasil quando o debate é o aborto.

Agora, no entanto, o governo de Biden sinaliza que a nova orientação será pró aborto.

Com informações: noticias.yahoo

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