Band bajula a maior de todas as ditaduras

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Johnny Saad durante assinatura de acordo na Band (Kelly Fuzaro / Band / Divulgação).

Após fechar parceria com China Media Group, emissora brasileira derrama-se em elogios ao tenebroso Partido Comunista Chinês

Artigo originalmente escrito por Fábio Gonçalves para o Brasil Sem Medo

Imagine você se o Hitler não fica biruta, a Operação Barbarossa vinga, ele vence, a um tempo, os russos e os aliados, passa fumo até nos nossos pracinhas, e termina impondo o nazismo na Europa e Ásia, por décadas a fio.  

Imagine, pois, em 2020, uma rede de televisão brasileira, num Brasil democrático, que conseguiu não cair nas garras do fascismo, uma rede de TV que, em meio a uma pendenga diplomática envolvendo a família do nosso presidente e um comissário do Terceiro Reich, me colocasse um âncora alemão para apresentar um telejornal e no meio do programa soltasse um vídeo, no melhor estilo Goebbels, tecendo as mais belas loas à ditadura germânica.

Difícil imaginar?

Pois a Band News, canal jornalístico pertencente ao Grupo Bandeirantes, fez exatamente isto. Vá lá, não exatamente. Só trocou o ditador bigodudo que acabou louco e suicidado, com seu império feito em pó, pela ditadura que venceu a guerra, se impôs definitivamente, e que açoita o seu inumerável povo até hoje, setenta anos depois.

Confira o vídeo no twitter.

Sabe-se que de todas as ditaduras do século XX, o século das tiranias, a que mais matou gente foi a de Mao Tsé-Tung. Mais que a de Hitler e a de Stálin — somadas. De acordo com o aclamado Livro Negro do Comunismo, estima-se que nos tempos de Mao matou-se cerca de 70 milhões de pessoas na terra do Rio Amarelo. Matou-se de fome, de tiro, de exaustão.

O partido de Mao, o Partido Comunista Chinês, ainda está no poder. Conquanto tenha mudado suas diretrizes no campo da política econômica internacional — para não abrir falência como a vizinha União Soviética —, no plano interno, é a mesmíssima ditadura de sempre. O Partido é o deus, é onipresente, comanda tudo, de cabo a rabo, da educação à produção industrial, da arte à política, como a própria propaganda reproduzida na Band News faz questão de assinalar. O PC chinês, como se vê, sente orgulho do seu totalitarismo.

O quadro é este. Reitero: é como se um canal de TV brasileiro estivesse panfletando para o Hitler e seus sequazes.

Pergunta-se o leitor: o João Saad, presidente da Band, enlouqueceu, pirou?

Talvez. Ou…

Na verdade, em fins do ano passado a Band fechou uma parceria comercial com o China Media Group — parceria muito comemorada, estava até o João Dória no festejo, a high society paulistana.

Este China Media Group é a rede internacional de rádio e televisão controlada pelo Partidão Comunista Chinês. É a mídia oficial da ditadura, dentro e fora do país. É a responsável por embonecar a tirania, relativizar a opressão, reescrever a história, arredondar os dados, ocultar fatos desagradáveis. O mundo está careca de saber a que se presta um grupo de mídia sob o jugo de déspotas. Aliás, em tempos de quarentena, quem não tenha lido, leia 1984, o clássico de George Orwell.

A Band fecha uma parceria com a assessoria de imprensa dos herdeiros de Mao, o facínora dos facínoras, e, meses depois, começa a fazer os mais doces elogios ao regime de Pequim.

É bíblico: só se serve a um senhor.

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