Taxa de natalidade francesa será ponto principal da eleição presidencial de 2022

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Stock/ Getty Image / Divulgação.

Em 2020 a França teve um dos menores números de nascimentos desde o fim da Segunda Guerra Mundial

Os candidatos presidenciais franceses estão transformando o tema da taxa de natalidade em um assunto de campanha para as eleições do próximo ano, depois que um relatório revelou que 2020 teve um dos menores números de nascimentos em décadas.

As estatísticas, divulgadas pelo Institut national de la statistique et des études économiques / Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (INSEE) em janeiro de 2021, mostram que a França viu apenas 740.000 nascimentos em 2020, um dos mais baixos registrados desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Os números se traduzem em uma taxa de fertilidade que caiu para 1,84 filhos por mulher.

Christian Jacob, presidente dos republicanos de centro-direita, culpou o ex-presidente François Hollande e o atual presidente Emmanuel Macron pelo declínio constante de nascimentos. Ele afirmou que a baixa taxa de natalidade estava custando dinheiro à França devido à ligação entre o crescimento econômico e a população, relata a Franceinfo.

Dois partidos da coalizão do presidente Macron, o centrista Movimento Democrático (MoDem) e o centro-direita Agir, dizem que estão trabalhando em propostas para reverter a tendência de queda na taxa de natalidade antes das eleições de 2022.

Ambos os partidos dizem que querem ver o presidente Macron abraçar uma nova política pró-família. Um funcionário do MoDem comparou o coronavírus de Wuhan à Segunda Guerra Mundial, questionando se poderia haver um “baby boom” após a pandemia, como ocorreu depois de 1945.

Embora a França tenha uma das taxas de natalidade mais altas da União Europeia, em média, tem visto um declínio semelhante ano após ano, como muitos outros estados membros da UE.

Apesar do declínio, muitos membros da UE ainda experimentam crescimento populacional, mas isso se deve em grande parte à migração em massa. Na Bélgica, um relatório revelou que 90 por cento do crescimento da população do país em 2019 foi impulsionado pela imigração.

Na França, a taxa de natalidade também varia entre os franceses nativos e os de origem migrante, com dados de um estudo do Institut National d’Études Démographiques (INED / Instituto de Estudos Demográficos) mostrando a taxa de natalidade nativa em 1,8 nascimentos por mulher e a taxa de natalidade migrante em 2,6 nascimentos por mulher.

Em 2017, as mães migrantes constituíam 12 por cento da população francesa, mas representaram cerca de 18,8 por cento de todos os nascimentos naquele ano.

A Hungria, que ostenta algumas das políticas pró-família mais abrangentes da Europa, foi um dos poucos países a ver um aumento na taxa de natalidade nos últimos anos.

Na semana passada, a ministra da Família húngaro, Katalin Novak, revelou que, de 2010 a 2020, a taxa de fertilidade na Hungria aumentou 24 por cento, a mais alta da União Europeia.

Fonte: Breitbart

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