AstraZeneca e Pfizer não são vacinas, mas engenharia genética, explica bióloga

0

A técnica utilizada por essas empresas não se identifica com uma vacina, entenda

O recente alerta do virologista belga Geert Vanden Bossche, de que vacinações em massa poderiam causar mutações e variantes perigosas se feitas durante uma pandemia, causou grande temor das vacinas atuais, produzidas e autorizadas em tempo recorde, em caráter emergencial em diversos países, inclusive no Brasil. Mas para a bióloga brasileira Giovanna Lara, mestre em engenharia biomédica e phD em nanotecnologia aplicada à biomedicina, o problema pode ser bem mais grave do que isso.

A bióloga explica que as chamadas vacinas que utilizam mRNA e DNA, como a da AstraZeneca, Moderna e da Pfizer, não podem ser consideradas vacinas, mas engenharia genética propriamente dita. A técnica utilizada por essas empresas não se identifica com uma vacina.

Lara explica que as chamadas vacinas que estão sendo administradas e estão sendo usadas em voluntários irão interagir com o seu material genético e causar problemas ainda não estudados. Ela explica a diferença entre vacina e um produto de engenharia genética.

“O conceito de vacina consiste em um produto biológico que contenha as proteínas do vírus ou bactérias inteiros ou pedaços inativados ou atenuados que ativam o sistema imune”, explica Lara. “Ou seja, suas células [a dos vacinados] não são a fonte nem dessas proteínas e nem de pedaços de vírus. O corpo reconhece proteínas de superfície de bactérias, enquanto os ditos vírus saem das células completos (membrana e material genético – DNA ou RNA) e são reconhecidos dessa maneira”, explica a bióloga sobre o conceito de vacinas ou imunizantes.

As vacinas de mRNA e DNA, porém, são algo diferente disso.

“O que está sendo proposto nessas novas plataformas é pegar um pedaço do material genético de um vírus que codifica para uma proteína considerada a mais importante, por ser reconhecida pelas células de defesa, estabilizá-lo, evitando sua rápida degradação e, uma vez dentro da célula do vacinado, o maquinário celular traduziria esse material genético em proteína (no caso a spike) e apresentaria essa proteína às células de defesa. Essas montariam uma resposta imune contra essa proteína”, diz a phD.

“O fato de não haver produção do vírus completo e sim apenas um proteína é uma modificação induzida por material genético fatiado e manipulado externamente. Isso é Terapia Gênica, Engenharia Genética. Modificação da resposta natural do organismo”, diz Lara.

Risco de mutações

Quanto ao risco de mutações levantado pelo virologista Geert Vanden Bossche, Giovanna Lara explica que esse risco é bem anterior à utilização das vacinas.

“Há várias etapas na produção de uma vacina especialmente as de mRNA (Pfizer, Moderna) e DNA (Oxford/Astrazeneca). Além do fato de que os produtos aprovados para uso emergencial contra o “SARS-Cov2″ são engenharia genética em sua versão final, é preciso entender a possibilidade de que durante a fabricação esses produtos podem adquirir mutações e que essas versões potencialmente perigosas ocorrem em processo anterior à injeção deste. Pessoas podem adoecer com variações e gradações de sintomas independente da doença que afirmam combater”, sustenta.

O problema pode estar no próprio método da chamada transcrição de sequência do vírus, que embora estabilizada numa fórmula, nunca cessa de mutar ao longo do processo de transmissão.

“Em resumo, do material biológico obtido do(s)primeiro(s) doente(s) é retirado material genético (mRNA ou DNA). No caso do mRNA, o próximo passo é transcrever a sequência reversamente (mRNA -> DNA), pela técnica conhecida por RT-PCR (Reação em cadeia da polimerase por transcrição reversa). Depois segue-se a amplificação (aumento do número de cópias desse pedaço de DNA), por PCR (reação em cadeia da polimerase) para mais tarde sequenciar, ler a ordem do código. Essas duas etapas de RT-PCR e PCR são cruciais e aqui o próprio método é capaz de inserir mutações (troca de letrinhas) na sequência transcrita e amplificada principalmente no PCR pois tal método não é 100%”, explica.

Falta de transparência dos fabricantes

Tem sido dito por pesquisadores envolvidos nas vacinas, e repercutido nos meios de comunicação, que o uso de material genético não tem capacidade para alterar o código genético das pessoas. Lara explica, porém, que essa alegação carece de comprovação, já que os fabricantes não disponibilizam uma série de informações importantes.

“Não há informação por parte das fabricantes do produto sobre detalhes dos reagentes utilizados que podem diminuir a probabilidade de mutações”, explica Lara.

“Além desse problema, há a questão da quantidade de PCRs (por RNA polimerase) que cada laboratório faz para produzir o número suficiente de sequências que vai em cada ampola. Não há também informação se as fabricantes sequenciam o material depois do PCR para certificarem de que a sequência resultante corresponde ao produto inicial. Sendo assim, cada conjunto de ciclo de PCR tem o potencial de ter produtos de amplificação diferentes. Este produto final diferente em cada conjunto de ciclo de PCR que será injetado em voluntários irá interagir indireta ou diretamente com material genético das células dos injetados e causar problemas ainda não estudados”, ressalta.

Ela explica ainda que a narrativa das novas variantes serve para desviar o foco deste problema e da falta de transparência das empresas que estão vendendo vacinas a vários países do mundo com as vantagens proporcionadas pela pandemia.

“As mutações, na verdade, começam no processo de produção do produto de e para engenharia genética, ou seja, antes mesmo do produto final. Antes de qualquer “mutação” por “transmissão’’, a população estará recebendo material genético mutado. Qualquer culpa que farmacêuticas e “especialistas” contratados pela grande mídia colocarem em “mutações” do “SARS-Cov2” (que ainda nem foi isolado)é tentativa de tirar o foco do questionamento do processo de produção de seu produto de engenharia genética. Colocarão a culpa em algo que eles não podem controlar”, afirma.

“O problema de mutações do material genético da CORONAVAC também ocorre antes de qualquer ‘mutação’ por ‘transmissão’. Entretanto o processo é outro”, explica a bióloga.

Fonte: Estudos Nacionais

Você gostou do conteúdo? Apoie o jornalismo independente!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor registre seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui