As católicas feministas alemãs de “Maria 2.0” pregam as suas teses nas portas das igrejas

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O grupo Maria 2.0.

Uma Igreja nova aberta à revolução sexual que conta com a compreensão do episcopado alemão

Por Carlos Esteban          

Maria 2.0, um coletivo que agrupa feministas católicas na Alemanha, pregou, nas portas de igreja de numerosas cidades alemãs, as suas “sete teses”, propostas radicais às quais a Conferência Episcopal Alemã respondeu com a sua “compreensão”.

Sim, como Lutero, só que não consta que Lutero o tenha feito. Mas o simbolismo é poderoso: o que estão dizendo com um ato tão expressivo é que as suas demandas devem ser atendidas ou então elas vão estabelecer a sua própria igreja. Duvidamos que, hoje, tenham o mesmo êxito que na época do heresiarca alemão, quando o cristianismo era a cosmovisão comum de todo o povo.      
As líderes de Maria 2.0 garantem que, lenda ou não, o ato inaugurou, nos tempos de Lutero, “um grande movimento”, e é isso que hoje pretendem as mulheres desse grupo. Está incluído em seu manifesto que este “grande movimento” está acontecendo na própria Alemanha, que é possível ingressar nele, e que não se pode dizer que se vive hoje uma época de ouro.

Vamos às teses. Dirigidas a “todas as pessoas de boa vontade”, nelas é exigida uma Igreja com igualdade de gênero, na qual todas as pessoas tenham acesso a todos os cargos, além de responder às causas da violência de gênero com educação, perseguição e combate. Também se exige a aceitação agradecida da “sexualidade autodeterminada” e a abolição do celibato obrigatório. Tudo terrivelmente original. 

Também vituperam contra “a pompa, as transações financeiras duvidosas e o enriquecimento pessoal dos que tomam as decisões na Igreja”. Falar de “pompa” na Igreja moderna soa a sarcasmo, mas deixemos passar. A Igreja, dizem, deve administrar, de maneira responsável e sustentável, os bens que lhe foram confiados de acordo com os princípios cristãos. Nada a objetar. 

A liderança da Igreja arruinou a sua credibilidade e, por isso, não consegue “fazer ouvir a sua voz de forma convincente e trabalhar por um mundo justo no espírito do Evangelho”. A Igreja continua a ser relevante para as pessoas, a sociedade e o meio ambiente: “O nosso mandato é a mensagem de Jesus Cristo. Atuamos sobre ele e enfrentamos o discurso social”.

Naturalmente, não houve nenhum herege na história que não tenha alegado que a sua é “a mensagem de Jesus Cristo”. Mas há uma diferença ponderável entre a ação de Lutero e a destas mulheres: o heresiarca alemão opunha-se à doutrina que era o pensamento comum na sua época e se defrontava com a cerrada oposição de bispos e prelados.

Maria 2.0, pelo contrário, nada mais faz do que repetir, como papagaios amestrados, as máximas aplicadas à Igreja com as quais de todos os ângulos o mundo nos bombardeia a cada dia. É mais uma submissão do que uma rebelião.

Por outro lado, os bispos alemães não pretendem opor-se a estas mulheres. O porta-voz da Conferência Episcopal, Matthias Kopp, expressou a sua compreensão pelo desconforto que sentem muitos católicos. “Sabemos que se reivindicam mudanças. Foi por isso que a Conferência Episcopal Alemã lançou o Caminho Sinodal para abordar essas questões”, disse Kopp, segundo informa Katholisch.de. Não diz se a declaração das mulheres foi acompanhada pelos bispos com uma piscadela e uma cutucada.     

Fonte: InfoVaticana  

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