Alemanha deve ampliar lockdown até meados de fevereiro

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Divulgação.

“As medidas não têm base científica”, declara a vice-líder do grupo parlamentar Alternativa para a Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, deve acertar com líderes regionais do país a ampliação do lockdown para a maioria das lojas e das escolas até meados de fevereiro como parte de um pacote de medidas para tentar conter o novo coronavírus. As conversas estão marcadas para esta terça-feira (19).

Apesar de as novas infecções terem caído nos últimos dias, e a pressão sobre as unidades de terapia intensiva (UTIs) terem diminuído, os virologistas estão preocupados com a disseminação de uma variante mais transmissível do vírus.

De acordo com reportagem do jornal Bild, é provável uma prorrogação por duas semanas. O lockdown atual vai até 31 de janeiro.

O governo federal propôs que as pessoas sejam obrigadas a usar máscaras nas lojas e nos transportes públicos, e que a ajuda para empresas deve ser melhorada por causa da ampliação do lockdown, conforme esboço das medidas que serão discutidas.

De acordo com o esboço, o governo federal também criará guia para uma estratégia de reabertura justa e segura.

“Os números das infecções estão caindo por várias semanas ou estagnando, e isso é bom. Agora estamos enfrentando uma mutação muito agressiva à qual temos que responder”, disse o prefeito de Berlim, Michael Mueller, à TV alemã.

Medidas arbitrárias

A vice-líder do grupo parlamentar Alternativa para a Alemanha – em alemão Alternative für Deutschland (AfD) – Beatrix von Storch, disse sobre o bloqueio totalitário de Merkel:

“Temos que proteger os idosos e não destruir o meio de vida de milhões de cidadãos. As medidas não têm base científica.” Segundo Beatrix, as medidas são “puramente arbitrárias, desproporcionais e irrealistas”.

Os grupos parlamentares da AfD nos governos federal e estaduais estão pedindo o fim imediato do lockdown totalitário de Merkel. Eles dizem que as medidas tomadas pelo governo Merkel são desproporcionais. Eles especificaram isso em um documento de tese conjunta dos grupos parlamentares da AfD.

Entre outras coisas, o documento afirma:

“Os números científicos coletados provaram que o lockdown não oferece proteção a grupos vulneráveis, sobrecarrega as gerações subsequentes com dívidas vultosas e prejudica irremediavelmente setores inteiros da economia”.

O documento da AfD pede a abertura de hotéis e restaurantes, de empresas que fornecem refeições para eventos (catering) e do comércio varejista, bem como de instituições culturais e educacionais. Desde que “eles possam garantir o cumprimento das normas de higiene em todos os momentos”, não há razão para mantê-los fechados. Não se deve permitir que a economia seja arruinada e que a sociedade seja destruída.

Com informações: Agência Brasil e freiewelt

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