Alemanha: apenas vacinados terão sua liberdade restaurada

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Focke Strangmann/EFE

O anúncio foi feito pelo ministro federal da Saúde

Na Alemanha, apenas os cidadãos vacinados contra a COVID 19 começarão a recuperar suas liberdades nas próximas semanas. “Quem for vacinado poderá fazer compras ou ir ao cabeleireiro sem a necessidade de fazer exame”, afirma o ministro Federal da Saúde, Jens Spahn, em declarações ao ‘Bild am Sonntag’, no qual também destaca que, segundo o Instituto Robert Koch (RKI), quem fez uma vacinação completa “não terá mais que se submeter à quarentena“.

“Quem está totalmente vacinado pode ser tratado no futuro como alguém com resultado negativo”, acrescentou o ministro, referindo-se à restrição atual de fazer um teste rápido de coronavírus e ao pedido de uma visita a lojas não essenciais na Alemanha. Se as medidas em vigor conseguirem frear e quebrar a atual onda de pandemia no país, o relatório elaborado pela RKI sobre os vacinados será levado em consideração nas próximas negociações entre o governo federal e executivos regionais alemães.

O anúncio de Spahn surpreendeu pois recentemente o mesmo ministro se manifestou contra os privilégios para os vacinados. “Muitos esperam solidariamente que alguns sejam vacinados em primeiro lugar. E os que ainda não foram vacinados, por sua vez, esperam que os vacinados também mostrem pacientes solidários. Ninguém deve exigir privilégios até que todos tenham a oportunidade de se vacinar”, disse em dezembro passado o político.

O deputado social-democrata e epidemiologista Karl Lauterbach expressou seu apoio à proposta de Spahn. O especialista do SPD ressaltou que as liberdades só podem ser devolvidas àqueles que completaram a vacinação. “Caso os dados científicos sejam confirmados, os vacinados devem poder recuperar todos os seus direitos”, disse Dietmar Bartsch, chefe do grupo parlamentar de esquerda.

As críticas ao anúncio de Spahn vieram da Alternativa para a Alemanha (AfD), uma partido de direita, cuja líder parlamentar, Alice Waidel, disse que conceder maiores liberdades aos vacinados envolve “estigmatizar aqueles que ainda não foram vacinados ou se recusam a fazê-lo” e comentou que o anúncio de Spahn é uma imposição de vacinação.

Recentemente o Instituto Paul Ehrlich, agência reguladora da Alemanha, informou que 31 pessoas tiveram coágulos sanguíneos após a vacinação. Ao todo, 9 morreram. Em virtude disso, Berlim suspendeu o uso da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 para pessoas com menos de 60 anos.

Com informações: heraldo.es

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