A Teoria Crítica Racial penetrou na Universidade de Oxford: a música clássica é muito “branca”

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Beethoven e Mozart. Fotos: Wikipedia, domínio público

Beethoven e Mozart agora estão “cancelados”

A Universidade de Oxford quer “descolonizar” o currículo, por exemplo, chamando à música clássica “música branca da era dos escravos”, revela o Telegraph.

Telegraph examinou documentos internos da universidade de língua inglesa mais antiga do mundo, segundo os quais os professores criticam o currículo por “cumplicidade com o nacionalismo branco”. Os conferencistas criticam a música de Mozart, Beethoven e outros compositores clássicos como “música branca da era dos escravos” e consideram que ela faz parte da “supremacia branca”. O sistema de notação musical (escrita musical com pentagrama, claves, semibreves etc.) deve ser reformado, dizem eles, porque faz parte do “sistema colonialista de representação”. A notação musical que não “sacudiu as suas ligações com o passado colonial” é uma “bofetada na cara” para alguns estudantes de música.

As habilidades musicais clássicas como tocar piano ou reger orquestras não deveriam mais ser obrigatórias, pois “favorecem estruturalmente a música branca” e, portanto, “causam grande sofrimento aos alunos negros”. Também é criticado que a “esmagadora maioria dos professores de música são homens brancos”, relata o Telegraph.

Os professores da faculdade reclamam que “a estrutura do currículo promove a supremacia branca”, que o corpo docente é “quase puramente branco”, e por isso “privilegia a música branca”.

As reformas propostas incluem um enfoque sobre “a música da África e a da diáspora africana”, “world music” (música do fim da década de 1980, originada do jazz, da música pop e da música não eurocêntrica) e música pop, bem como hip-hop e música jazz.

A equipe do corpo docente, conforme a documentação vista pelo Telegraph mostrou-se influenciada pelas “manifestações internacionais do movimento Black Lives Matter”, e disposta a fazer mudanças “para aumentar a diversidade do currículo de graduação”.

Música afro.

O desenvolvimento da música clássica ocidental e sua notação são anteriores ao estabelecimento do comércio de escravos africanos, pois têm suas raízes na música medieval, como o canto gregoriano e a polifonia. Figuras importantes no desenvolvimento da música clássica, incluindo JS Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven surgiram nos séculos XVII e XVIII.

O que se nota em toda essa discussão é o menosprezo e rebaixamento de uma música de altíssima qualidade, fruto dos grandes gênios da música, e a exaltação de uma música de qualidade inferior, que jamais deveria num lance revolucionário destronar e substituir o que de melhor o espírito humano produziu em matéria musical.

É o conflito estabelecido entre o requinte da civilização cristã e a produção nitidamente decadente de uma cultura inferior. Eis o cerne da questão: numa grande universidade como Oxford, toda a produção musical produzida ao longo da história poderia ser apresentada e estudada, com o devido destaque àquilo que é nitidamente superior. Mas o conflito é ali introduzido, à luz da Teoria Crítica Racial, de Marcuse, e do neomarxismo cultural da Escola de Frankfurt.

A velha luta de classes pregada por Karl Marx, reaparece sob a forma do conflito entre professores brancos e negros, entre música branca e negra, e do ódio contra a supremacia branca. Desse modo o neomarxismo cultural vem sendo introduzido na famosa Universidade de Oxford. Isto vai se propagar para outros países, porque a Revolução é universal.

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Fonte: Freie Welt e The Telegraph

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