“A entrada do inferno”: o poço mais fundo jamais cavado

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Será o cárcere de Satanás?

Fonte:cienciaconfirmaigreja.blogspot

Na península de Kola, quase Círculo Polar Ártico há uma estação científica soviética abandonada. Ali, uma pesada tampa de metal está lacrada num piso de concreto por um anel de ferrolhos grossos e enferrujados. Para muitos, essa é a entrada do inferno, segundo pormenorizada reportagem da BBC News.

Trata-se do Poço Superprofundo de Kola, o que mais se internou nas entranhas secretas da Terra cavado pelo homem. Ele desce até 12,2 km e moradores locais juram que nele se podem ouvir os gritos das almas torturadas no inferno.

Os soviéticos levaram quase 20 anos para conclui-lo, mas nem de longe puderam atingir o manto da Terra que era seu objetivo. O projeto foi interrompido na Rússia pós-soviética.

“A perfuração começou na época da Cortina de Ferro”, conta Uli Harms, do Programa Internacional de Perfuração Continental Científica (ICDP, na sigla em inglês). Portanto, no auge do ateísmo de Estado russo.

Harms trabalhou na “rival alemã” do Poço Superprofundo de Kola. “Os russos simplesmente não revelavam nada sobre o que faziam. Quando eles começaram a perfurar, alegaram que haviam encontrado água livre e a maioria cientistas não acreditava nisso”.

“O objetivo final é obter amostras reais do manto tal qual ele existe agora”, diz Sean Toczko, gerente de programa da Agência Japonesa para Ciências da Terra Marinha.“É a diferença entre ter um dinossauro vivo e um osso de dinossauro fossilizado”, compara.

Em outras palavras, diz a BBC News: se a Terra for como uma cebola, então a crosta onde vive se disputa a humanidade toda é como a pele fina da cebola. Tem apenas 40 km de espessura. Para além dali, há um manto com 3.000 km de profundidade. Abaixo dele, o núcleo da Terra.

As amostras de rocha que esses furos poderiam fornecer eram tão importantes para a ciência quanto qualquer coisa que a Nasa, a agência espacial americana, trouxe da Lua. Sem excluir não confessados e tremendos usos militares.

Os EUA foram os primeiros a tentar pela famosa American Miscellaneous Society, no final dos anos 1950. Foi o projeto Mohole que decidiu fazer um atalho pelo Oceano Pacífico a partir de Guadalupe, no México. Ali a crosta terrestre é mais fina.

Os soviéticos começaram pelo Círculo Polar Ártico em 1970. Os alemães começaram na Baviera e só perfuraram até 9 km.

Todas essas expedições com suas diversas tecnologias foram frustras. As altas temperaturas do subterrâneo profundo, o custo e a política interromperam os sonhos dos cientistas.

No Poço Super profundo de Kola a perfuração foi abandonada em 1992, quando a temperatura chegou a 180°C, o dobro do esperado. Não era mais possível prosseguir. O poço alemão achou os mesmos impedimentos. A corrida foi uma versão atualizada do famoso livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne.

Hoje, “M2M-MoHole to Mantle” é um dos projetos ativos mais importantes do Programa Internacional para a Descoberta dos Oceanos (IODP). Ele planeja perfurar o fundo do mar, onde a crosta tem 6 km de profundidade.

Em 2013, a artista holandesa Lotte Geevan decidiu fazer um experimento. Ela levou para baixo um microfone protegido por um escudo térmico, captando um som profundo e estrondoso que os cientistas não conseguiram explicar.

Nas palavras dela, o som “me fez sentir muito pequena; foi a primeira vez na minha vida que essa grande bola em que vivemos veio à vida e parece assombrosa.

“Algumas pessoas achavam que soava como o inferno. Outras, que podiam ouvir o planeta respirar”.

Mas, ela e seus colega ambientalistas não foram os primeiros a achar essa esquisitice. Em pleno ateísmo soviético, fizeram furor os rumores que espalhava a população ignara de Kola.

Ainda perduram nas redes sociais. No Youtube por exemplo o vídeo “Voces del infierno (lamentos, gritos, lloro, sufrimiento)” atingiu mais de cinco milhões de visualizações. Estas versões – nas quais não acreditamos – afirmam que os geólogos soviéticos perfurando o solo da Sibéria atingiram a profundeza acima mencionada.

E teriam ouvido, segundo um cientista apresentado como Dr. Azzacov, “berros e lamentações interpretados como os gritos dos condenados no inferno”. Cfr. Verbete “Pozo del infierno”. Åge Rendalen, um professor na Noruega, exagerou a história para ridiculizá-la. Acrescentou que não acreditando nela foi ler um “relatório verídico” que registrava as vozes no poço.

E que do mesmo buraco tinha emergido um ser com asas de morcego que escreveu no céu siberiano a exclamação “Venci!”. 

O horror teria tomado aos ateus comunistas, mas o “Dr. Azzacov” teria providenciado microfones e registrado “vozes humanas berrando de dor”. Essas seriam bem perceptíveis sobre um fundo de milhares de outras também clamando aterradoramente com grande sofrimento.

Tais “berros e lamentações” são fantasiosas, porém são reveladoras de quanto está encravado no espírito humano a percepção de que o inferno existe deveras e está no fundo da terra. Foi só aparecerem boatos com alguma aparência de científicos que milhões de pessoas os acharam verossímeis.

Alguns podem ter caído no conto, mas a existência dos abismos infernais embaixo da superfície terrestre não só é uma verdade de fé revelada nas Escrituras, mas é uma exigência da ordem do universo. Refletindo racionalmente, a necessidade de um prêmio às boas ações e um castigo às gravemente más, exige que na arquitetura da criação exista um Céu e um inferno. Nem o Papa Francisco consegue remover essa percepção encravada nas almas e que é pedida pela ordem do universo.

Como tampouco consegue-se apagar a intuição de que a Rússia soviética fosse a pioneira na entrada em contato com os antros infernais. Assim quando apareceram os boatos ligados ao super poço soviético as versões pareceram naturais.

A certeza da existência do inferno não provém de super poço algum, mas da Fé.

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