100 mil pessoas protestam contra Lukashenko, no sexto domingo de protesto

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Foto: Associated Press.

Ele é acusado de fraudar as eleições de 9 de agosto para se manter no poder. Lukashenko ocupa o cargo desde 1994.

Pelo menos 250 pessoas foram presas na Bielo-Rússia neste domingo (13), em um novo dia de protestos contra o governo, segundo fontes do Ministério do Interior. Cerca de 100.000 pessoas invadiram novamente o centro de Minsk para exigir a renúncia de Alexander Lukashenko, que está na presidência desde 1994.

A polícia e as tropas do exército bloquearam o centro da capital, mas ativistas e manifestantes continuaram a marchar em torno do Palácio da Independência, residência de trabalho do presidente, a 3 quilômetros do centro da cidade. Entretanto, o acesso aos terrenos do palácio permaneceu bloqueado pela polícia anti-motim, com escudos e canhões de água.

 Foto: Associated Press.

“Este mar de pessoas não pode ser detido por equipamento militar, canhões de água, propaganda e prisões. A maioria dos bielorrussos quer uma mudança pacífica de poder e não nos cansaremos de exigi-la”, afirmou Maria Kolesnikova, oponente e líder do Conselho de Coordenação criada pela oposição para tentar estabelecer um diálogo com Lukashenko sobre uma possível transição de poder.

 Foto: Associated Press.

No entanto, o presidente rejeitou qualquer discussão com o Conselho e alguns de seus principais membros foram presos. A própria Kolesnikova foi detida, enquanto Olga Kovalova foi expulsa do país neste fim de semana e levada para a Polônia pela polícia.

Quinta semana de manifestações sem precedentes

Lukashenko enfrenta, assim, sua quinta semana consecutiva de mobilizações, nas quais manifestantes denunciam a violência policial e apontam as detenções de centenas de ativistas, incluindo importantes líderes da oposição como María Kolesnikova.

São protestos sem precedentes no país, por seu tamanho e duração, depois que Lukashenko declarou vitória esmagadora nas eleições presidenciais em 9 de agosto, com 80% dos votos. Porém, para milhares de cidadãos os resultados foram manipulados.

Apesar do impasse que não mostra nenhuma aproximação entre Lukashenko e a oposição por enquanto, os manifestantes dizem que estão determinados e não vão se cansar.

“Lukashenko, comece a construir uma casa perto de Yanukovych”, dizia um pôster, referindo-se ao ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que fugiu para a Rússia em 2014 após meses de protestos contra seu governo.

Mesmo assim, persistem as prisões de quem se manifesta contra o Governo. As autoridades retiraram o credenciamento de muitos jornalistas bielorrussos e estrangeiros, alguns deles deportados para seus países.

fnote: france24.

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